Greve na Caixa trava mercado de financiamento imobiliário no Brasil
A reportagem do UOL informa que a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro de 2026, vem causando forte impacto no mercado de financiamento imobiliário brasileiro. Como a Caixa responde por quase 70% dos financiamentos habitacionais do país, a paralisação tem provocado atrasos em análises de crédito, liberações de recursos e assinaturas de contratos.
De acordo com a matéria, considerando o volume de operações realizadas pelo banco no primeiro semestre de 2026, estima-se que aproximadamente 49 mil contratos de financiamento deixaram de ser formalizados durante o período analisado da greve.
O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirma que os efeitos são sentidos em todo o setor imobiliário, desde empreendimentos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida até imóveis de alto padrão. Segundo ele, muitos processos ficaram parados e compradores enfrentam dificuldades para concluir negociações e receber as chaves dos imóveis.
A reportagem destaca ainda que o mercado imobiliário brasileiro é altamente dependente da Caixa, principalmente por conta das taxas de juros competitivas e da ampla participação da instituição no setor habitacional. Por isso, bancos privados não conseguem absorver rapidamente a demanda represada durante a paralisação.
Outro ponto abordado é a atuação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que marcou o julgamento do dissídio da categoria para 29 de setembro e determinou que 60% dos funcionários permanecessem em atividade durante a greve.
Em resposta, a Caixa Econômica Federal informou que diversos serviços continuam disponíveis por meio de canais digitais, incluindo contratação de crédito imobiliário, envio de documentos, assinaturas eletrônicas, solicitações ligadas ao FGTS e renegociação de dívidas pelo aplicativo Habitação Caixa. O banco afirma também que as vistorias dos imóveis continuam sendo realizadas normalmente.
