Lançamentos de imóveis em São Paulo crescem 28% em maio, enquanto vendas ficam estáveis

14/07/2026
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Lançamentos de imóveis em São Paulo crescem 28% em maio, enquanto vendas ficam estáveis

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo teve expansão dos lançamentos em maio, enquanto as vendas ficaram estáveis, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 9, pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).


As vendas totais em maio não oscilaram na comparação com o mesmo mês do ano passado, ficando em 9,9 mil unidades. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a comercialização avançou 2%, para 114,8 mil unidades.


Os números totais, entretanto, escondem uma situação distinta no setor e que vem se acentuando.


Dentro do Minha Casa Minha Vida (imóveis até R$ 600 mil), as vendas estão em alta, com expansão de 17% em 12 meses, movimentando 77,5 mil moradias. O segmento conta com subsídios e juros reduzidos, o que facilita os negócios.


Fora do Minha Casa (imóveis acima de R$ 600 mil, considerados médio e alto padrão), o mercado está em retração devido aos juros elevados dos financiamentos, que não têm subsídios. Aqui, as vendas recuaram 19% nos últimos 12 meses, indo a 37,3 mil moradias.


A velocidade de vendas (que mede a quantidade de unidades vendidas em relação ao estoque disponível) foi a 55,9% em 12 meses até maio, recuo de 11,8 pontos porcentuais na comparação com o período anterior. Em outras palavras, as vendas estão mais lentas, na média.


Lançamentos e estoques em alta


Os lançamentos em maio tiveram alta de 28% na comparação anual, para 13,1 mil imóveis. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, os lançamentos aumentaram 17%, totalizando 144,7 mil unidades.


Dentro do Minha Casa Minha Vida, os lançamentos subiram 25% em 12 meses, atingindo 94,8 mil unidades. Fora do programa, houve uma leve alta de 5%, para 49,9 mil unidades.


A pesquisa do Secovi-SP mostrou ainda que o estoque de imóveis novos disponíveis para venda cresceu 44% em um ano, para 88,8 mil unidades em maio. Deste total, 55% estão em construção, 44% na planta e só 1% pronto.


No ritmo atual das vendas, o estoque seria suficiente para abastecer a demanda de moradias no Minha Casa por oito meses. Fora do programa, onde o escoamento está mais lento, seriam 13 meses.

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